Matemática Divina
- Colunas
- 16/05/2023
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Sidney Fernandes
PARTE 8
Um caso de moratória
A maior decepção de Mafalda foi constatar que continuava viva, depois da morte. Os prejudicados por ela, em vida, esperavam-na ansiosamente. Imantados, aproveitaram-se de seus remorsos e disseminaram dores pelo seu abdômen, particularmente em sua bexiga. Mafalda arrependeu-se amargamente de suas más ações e sofreu muito em regiões purgatoriais. Essa atitude, acompanhada do incondicional perdão de suas vítimas, granjearam-lhe alcançar o porto da paz. Tudo certo, então? Estava liberta de suas faltas?
Ocorre que não basta a condescendência alheia. Pela lei da correspondência, não nos livramos imediatamente dos quadros sinistros que nós mesmos criamos. A dívida permaneceu, não obstante o refrigério proporcionado pela benevolência recebida. Sua resignação, todavia, modificou a natureza dos ressarcimentos que devia à justiça divina.
Renasceu com sérios problemas renais, que evoluíram na forma de tumores malignos envolvendo seu aparelho urinário. Percorreu muitos médicos e clínicas, mas o diagnóstico era sempre pessimista. Pouco ou nada poderia ser feito para ajudá-la.
Um de seus médicos, estudioso e espiritualizado, foi inspirado para encaminhá-la ao Oriente, onde deveria tentar sua cura em clínica da China, cujos tratamentos são calcados na fé e no magnetismo.
Como não lhe restava outra solução, Mafalda fez longa viagem na busca dos recursos indicados pelo seu médico e submeteu-se ao tratamento.
Durante aproximadamente três minutos foram aplicados fluidos curativos por intermédio de três magnetizadores, que foram diluindo os pontos escuros do corpo plasmático e, como por encanto, as imagens foram acusando a ablação das células cancerígenas da bexiga da paciente.
Mafalda realmente estava curada? Podemos contar com os mentores, que agem com poderes magnéticos da medicina espiritual para a recuperação dos que sofrem. Mafalda, porém, somente teria uma cura duradoura se persistisse com seu comportamento de acordo com as leis divinas e promovesse a sua renovação espiritual.
Aliás, não era exatamente isso que Jesus dizia, quando se despedia dos que por ele eram curados?
— Vê que já estás curado; não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior.
Quando substituímos os maus hábitos por atitudes positivas, podemos nos livrar dos pontos escuros que atraímos com comprometimentos pretéritos. Mafalda aliou-se às boas obras. Mais do que isso, mesmo depois de recuperar plena saúde, persistiu no bem e na sua transformação interior.
O que recebemos do universo é fruto do que a ele remetemos. A dor e a doença são avisos de que algo precisa ser mudado em nós. Se queremos bem-estar e felicidade física, precisamos eliminar os pontos tenebrosos de nossas almas.
CONTINUA NA PARTE 9