Feridos na bolsa recuam apressados
- Colunas
- 14/02/2026
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– Orson Peter Carrara
O sábio Emmanuel faz considerações importantes no capítulo 53 – Pregações, constante do livro Fonte Viva. Valendo-se da premissa de que “(…) na prática legítima do Evangelho não nos cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos (…)”, ele traz alguns exemplos de fugas e justificativas que muitos de nós nos permitimos na tarefa do bem. Vejamos:
1 – Há numerosos companheiros (…) discorrendo preciosamente sobre os méritos da bondade e da fé, mas, se convidados a contribuir nas boas obras, sentem-se feridos na bolsa e recuam apressados, sob disparatadas alegações;
2 – (…) afastam-se para diferentes setores, onde a boa doutrina lhes não constitua incômodo à vida calma (…);
3 – (…) não basta derramar o cofre e solucionar questões ligadas à experiência do corpo. É imprescindível darmo-nos, através do suor da colaboração e do esforço espontâneo na solidariedade (…);
São trechos parciais da bela lição. Convidam-nos a pensar mais. E acrescenta:
Quem, de algum modo, não se empenha a benefício dos companheiros, apenas conhece as lições do Alto nos círculos da palavra.
Afinal, acentua: Quem ajuda e sofre por devoção à Boa Nova, recolhe suprimentos celestes de força para agir no progresso geral.
Recorda Jesus que fez doação de si mesmo pelo bem de todos e conclui com a sabedoria que lhe é peculiar:
Pregadores que não gastam e nem se gastam pelo engrandecimento das ideias redentoras do Cristianismo são orquídeas do Evangelho sobre o apoio problemático das possibilidades alheias; mas aquele que ensina e exemplifica, aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento de todos, é a árvore robusta do Eterno Bem, manifestando o Senhor no solo rico da verdadeira fraternidade.
Que conclusão! Notemos as expressões: a) que não gastam e nem se gastam; b) aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento de todos. Eis um programa de trabalho!
Paremos para pensar no magnífico recado que a mensagem contém.
A lição toda é manancial para profundas reflexões sobre nós mesmos… como estamos diante dessas questões? Sugiro buscar o capítulo na íntegra.
Afinal, como deixou claro: na prática legítima do Evangelho não nos cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos.




