Matemática Divina

Sidney Fernandes

PARTE 3

Constituição do ser

O espírito quer, o perispírito transmite e o corpo executa. O espírito tem, portanto, dois invólucros: o primeiro é o perispírito e o segundo o corpo físico. O perispírito é o transmissor das sensações que vêm do exterior, que são captadas pelo corpo material e recebidas pelo espírito. É também o intermediário entre o que provém do espírito e se manifesta no corpo. Nem todas as filosofias e religiões, no entanto, aceitam essa realidade.

Máculas da alma

Outras crenças entendem que a alma surge no momento da concepção. Isto é, com o nascimento do corpo nasceria também a alma, aqui representada, metaforicamente, como um círculo branco. Cada pecado cometido nesta vida corresponderia a um ponto cinza a macular essa hipotética esfera.

Segundo essa teoria, e considerando-se a matemática divina, ao fim da vida física, caso venhamos a cometer mais ações negativas do que positivas, a alma estará em débito, isto é, recheada de manchas, com destino irremediavelmente traçado para o inferno eterno.

Misericórdia divina

Semelhante raciocínio é incompatível com a misericórdia divina, com a bondade do Pai enunciada por Jesus. Representa a negação da vontade de Deus.

Sócrates, filósofo grego, afirmava, conforme nos chegou através dos escritos de Platão, que a alma já existe antes da existência física e que, após a morte, é reconduzida a esta vida em múltiplos e longos períodos.

Da mesma forma manifesta-se o Espiritismo ao afirmar que que já existimos antes da vida material e que vamos passar por muitas encarnações, a fim de adquirimos sabedoria e espiritualidade, em contínuo processo evolutivo.

Pontos escuros

Se bem notarmos, a metáfora dos pontos escuros da alma, defendida por várias correntes ortodoxas, não está totalmente errada. Excetuando o fato de que jamais Deus nos impingiria uma pena vingativa e eterna, vamos encontrar em várias obras de André Luiz a informação de que o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais.

Enquanto a medicina terrestre cuidar apenas do corpo, sem tratar das causas espirituais, estará girando em círculos, sem atingir a verdadeira origem das enfermidades.

A matemática divina não nos entrega problemas que não tenhamos criado, nesta ou em vida anterior. Quando nos conscientizarmos da operação algébrica, onde o mais anula o menos, estaremos habilitados a usar o alvejante da prática do bem e da confiança em Deus, que limpará todas as causas de nossas doenças.

A partir daí, a esponja do nosso corpo perispiritual não mais absorverá erros e desvios, pois estaremos dando os primeiros passos em direção à saúde integral.

CONTINUA NA PARTE 4